Colegas Auditores
Vendo as últimas atitudes do governo em relação ao nosso pleito remuneratório, só me resta uma conclusão: devemos voltar aos estudos, preparando-nos para novos concursos.
Hoje, conforme as últimas atitudes dos respresentantes do MPOG, estamos entrando na fase mais acentuada do declínio de nossa carreira, com reflexos na nossa real posição dentro da Administração Federal, mormente na Administração Tributária.
Assistimos, na atualidade, evasão de Auditores em direção a outras carreiras, algumas dentro do próprio Executivo, algo inimaginável na década passada, quando a migração era para o cargo de Magistrado Federal ou Procurador da República, mesmo assim com tímidos números.
Nosso concurso, além da cobrança acirrada das disciplinas jurídicas, ainda nos exige conhecimentos sólidos de contabilidade (nas suas três faces), economia, estatística, matemática financeira etc.
Nas décadas de 80 e 90, quando este que vos escreve ainda era um adolescente e depois um jovem em início de carreira profissional, lembro de que ser Auditor-Fiscal era o sonho de muitos que ingressavam no mercado de trabalho, com a abdicação de horas de lazer e convívio com a família, objetivando a aprovação em tão difícil certame público.
Hoje não somos nem a primeira e nem a segunda opção, pois, INEQUIVOCAMENTE, estamos no terceiro escalão do Executivo, caindo para o quarto e, se comparados a outros Poderes, estamos no sexto ou sétimo padrão remuneratório. Este poço não parece ter fundo!
Eis aí uma aberração: SOMOS NÓS QUE SUSTENTAMOS A MÁQUINA ADMINISTRATIVA e, se não trabalharmos bem, os que recebem melhor ou pior remuneração do que a nossa, não terão seus vencimentos depositados em suas contas bancárias. Em Países desenvolvidos e com economias sólidas, os servidores fiscais estão no primeiro patamar das correlatas organizações sociais.
Aqui, no Brasil, não somos devidamente reconhecidos, apesar de batermos recordes de arrecadação, mesmo com economia tendo crescmiento tímido. Se a economia cresceu 5% e a arrecadação cresceu 17,4%, estes 12,4 pontos percentuais devem-se ao trabalho da máqiuna fiscalizadora, o que, dada a arrecadação de 2007 e do início de 2008, representa a bagatela de algo girando na casa dos 70 bilhões de reais, que é 1,75 vezes o que o governo deixou e deixará de arrecadar com a queda da CPMF.
O que recebemos como recompensa? O descaso do Governo.
Então colegas, aos livros, pois quem passa em um concurso como o nosso, tendo a nossa determinação, passa em qualquer outro.